quinta-feira, novembro 12, 2009

Violência gratuita, não obrigado!

Todos os dias assistimos nos meios de comunicação a diversos exemplos de violência perfeitamente gratuita.
Vamos desconsiderar o factor puramente técnico de que pagamos pelos serviços desses mesmos meios, desde a TV Cabo, ao jornal na banca, não sendo, portanto, totalmente gratuita.
Mas adiante.
Desde ocorrências em eventos desportivos, assaltos, cenas domésticas, no trânsito - meu Deus - no trânsito(!) enfim, há para todos os gostos e feitios.
Gostaria de manifestar a minha revolta pessoal acerca desta "violência gratuita".
Causa-me asco. Repugna-me.
A violência não devia ser gratuita.
Devia ser paga, de modo a garantir a sua correcta e eficaz aplicação.
Sejamos sinceros, com tanta gente à nossa volta a fazer tanto por merecer apanhar, escapa-me porque raio não lhes deva ser feita a vontade.
Mas não devemos ser nós, cidadãos anónimos e vulgares a assumir essa responsabilidade.
Subscrevo a criação de um serviço profissional para o efeito.
Uma espécie de "Assistência em Viagem" do ACP para o qual ligamos tipo "Olá Marta, preciso aqui duma assistência, sff".
E eis que num instantinho chega de lambreta um Tita que rapidamente se encarrega de aplicar o justo correctivo nessa besta que insiste em comportar-se como um Suevo.
E pronto, besuntamos-lhe as palmas com a devida gorja e o assunto fica resolvido.
Isso sim, seria verdadeiramente um serviço público!

1 comentário:

Marco Rodriguéz disse...

Mas a violência não é gratuita. Há os que pagam para assistí-la. Como diz a música "a violência é tão fascinante, que nossos dias são tão normais".
Além de ser pública é privada.